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Música e cerveja, a combinação perfeita (parte 2)

Hoje no música e cerveja, vamos dar a dica de uma música um tanto quanto antiga, mas não muito conhecida (pelo menos aqui no Brasil)!

Essa música escrita pelo compositor irlandês Joseph B. Geoghegan em 1867, “Johnny I hardly Knew Ye” fala sobre uma irlandesa que teve seu namorado alistado para a guerra, onde foi gravemente ferido e após seu retorno ela ficou extremamente feliz! A música já foi cantada por muitos artistas conhecidos com Bob Dylan (1960) e The Clancy Brothers & Tommy Maken (1961), hoje é considerada uma canção anti-guerra!

Dentre todas as versões que eu escutei, minha preferida foi cantada por Dropkick Murphys, uma banda dos EUA, que tocam o estilo “Celtic Punk”. Eles começaram a tocar em um porão de uma barbearia de um amigo. Ali fizeram sucesso com os estilos “Street Punk”, Música Irlandesa e “Hardcore”. Conhecidos também pelas músicas, “I’m Shipping Up To Boston”, “The State of Massachusetts” e “Rose Tattoo”.

Dropkick Murphys - Música e cerveja

Dropkick Murphys

Quanto ao estilo “Celtic Punk” ou também conhecida como “Folk Punk”, criado na década de 80 no Reino Unido, combinando “Folk” e “Punk Rock”, nada melhor do que uma cerveja bem gelada para acompanhar!

Johnny I hardly Knew Ye Johnny eu mal o conhecia
When on the road to sweet Athy
Hurroo Hurroo
When on the road to sweet Athy
Hurroo Hurro
When on the road to sweet Athy
A stick in the hand, A drop in the Eye
A doleful damsel I heard cry
Johnny I hardly knew yaWhere are the eyes that looked so mild
Hurroo Hurroo
Where are the eyes that looked so mild
Hurroo Hurroo
Where are the eyes that looked so mild
When my poor heart you first beguiled
Why did ya run from me and the child?
Johnny I hardly knew yaWe had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
The enemy never slew ya
Johnny I hardly knew yaWhere are the legs with which you run
Hurroo Hurroo
Where are the legs with which you run
Hurroo Hurroo
Where are the legs with which you run
When first you went to carry a gun
Indeed your dancing days are done
Johnny I hardly knew yaWe had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
The enemy never slew ya
Johnny I hardly knew ya

You hadn’t an arm, you hadn’t a leg
Hurroo Hurroo
You hadn’t an arm, you hadn’t a leg
Hurroo Hurroo
You hadn’t an arm, you hadn’t a leg
You’re a spinless, boneless, chickenless egg
You’ll have to be put with the bowl to beg
Johnny I hardly knew ya

We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
The enemy never slew ya
Johnny I hardly knew ya

I’m happy for to see ya home
Hurroo Hurroo
I’m happy for to see ya home
Hurroo Hurroo
I’m happy for to see ya home
From the isle of Ceylon
Johnny I hardly knew ya

We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
Hurroo Hurroo
We had guns and drums and drums and guns
The enemy never slew ya
Johnny I hardly knew ya

Quando na estrada para a doce Athy
Viva! Viva!
Quando na estrada para a doce Athy
Viva! Viva!
Quando na estrada para a doce Athy
Uma bastão na mão, Uma gota no olho
A moça triste que ouvi chorar
Johnny eu mal o conheciaOnde estão os olhos que pareciam tão leves
Viva! Viva!
Onde estão os olhos que pareciam tão leves
Viva! Viva!
Onde estão os olhos que pareciam tão leves
Quando meu pobre coração pela primeira vez enganou
Por que você correu de mim e da criança?
Johnny eu mal o conhecia.Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
O inimigo nunca o matou
Johnny eu mal o conheciaOnde estão as pernas com que você corria
Viva! Viva!
Onde estão as pernas com que você corria
Viva! Viva!
Onde estão as pernas com que você corria
Quando a primeira vez que peguei uma arma
Realmente, seus dias de dança são acabados
Johnny eu mal o conheciaTínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
O inimigo nunca o matou
Johnny eu mal o conhecia

Você não tinha um braço, você não tinha uma perna
Viva! Viva!
Você não tinha um braço, você não tinha uma perna
Viva! Viva!
Você não tinha um braço, você não tinha uma perna
Você é um mole, desossado, um ovo sem galinha
Você terá que ser colocado com a tigela de mendigar
Johnny eu mal o conhecia.

Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
O inimigo nunca o matou
Johnny eu mal o conhecia

Eu estou feliz de ver você em casa
Viva! Viva!
Eu estou feliz de ver você em casa
Viva! Viva!
Eu estou feliz de ver você em casa
Da ilha de Ceylon.
Johnny eu mal o conhecia.

Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
Viva! Viva!
Tínhamos armas e tambores e tambores e armas
O inimigo nunca o matou
Johnny eu mal o conhecia

Outras versões:

Fonte: Wikipedia

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Links da semana 5 – Espuma da Cerveja

Tem Cerveja?

Olá Pessoas!

Hoje eu gostaria de entrar em um assunto polêmico! “Mamilos“! Não, mamilos não! Espuma da cerveja, ou colarinho, ou corona, ou head ou como tu preferir!

Já fiz parte dos dois lado dessa moeda! Na fase bebum não gostava mesmo de espuma, já na fase apreciador sem colarinho não rola! E você? Como prefere sua cerveja?, comenta ai!

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Mulheres e o universo da Cerveja – História

As mulheres, em contradição ao que muita gente pensa, tem sim muita importância neste universo tão vasto da cerveja. Desde a sua descoberta (sim, a cerveja foi descoberta e não inventada. Outro dia entraremos neste mérito) à menção as mulheres, tanto na sua “idolatria” como na sua fabricação. Nos dias atuais as mulheres deixaram de ser apenas apelos visuais às divulgações mas buscam cada vez mais o seu espaço e convenhamos, conseguiram!

Mulheres e a história da Cerveja

A história nos conta que um texto datado de 1.800 AC é uma das receitas mais antigas que se tem registro. Escrito por um poeta sumério, o “Hino” (ou Louvor) à Ninkasi revela já naquela época o processo da fabricação da cerveja, que mesmo com toda a tecnologia atual, não mudou. Com tudo isso, é relevante também informar que os primeiros cervejeiros(as?) em que se tem registro eram mulheres, já que elas ficavam responsáveis pelas tarefas domésticas. A cerveja era servida na mesa como um alimento e fazia parte da dieta básica das famílias.

Ninkasi - A Deusa da Cerveja

Ninkasi – A Deusa da Cerveja

Louvor à Ninkasi

Nascida da água corrente
Delicadamente cuidada por Ninhursag
Nascida da água corrente
Delicadamente cuidada por Ninhursag

Tendo fundado sua cidade pelo lago sagrado
Ela rematou-a com grandes muralhas por você
Ninkasi, fundando sua cidade pelo lago sagrado
Ela rematou-a com grandes muralhas por você

Seu pai é Enki, Senhor Nidimmud
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado
Ninkasi, seu pai é Enki, Senhor Nidimmud
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado

Você é a única que maneja a massa com uma grande pá
Misturando em um poço o bappir com ervas aromáticas doces
Ninkasi, você é a única que maneja a massa com uma grande pá
Misturando em um poço o bappir com tâmaras ou mel

Você é a única que assa o bappir no grande forno
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas
Ninkasi, Você é a única que assa o bappir no grande forno
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas

Você é a única que rega o malte jogado pelo chão
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos
Ninkasi, você é a única que rega o malte jogado pelo chão
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos

Você é a única que embebe o malte em uma ânfora
As ondas surgem, as ondas caem
Ninkasi, você é a única que embebe o malte em uma ânfora
As ondas surgem, as ondas caem

Você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha
A frieza supera
Ninkasi, Você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha
A frieza supera

Você é a única que segura com ambas as mãos o magnífico e doce sumo
Fermentando-o com mel e vinho
(Você, o doce sumo para o eleito)
Ninkasi, (…)
(Você, o doce sumo para o eleito)

O barril filtrador, que faz um som agradável
Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor
Ninkasi, o barril filtrador, que faz um som agradável
Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor

Quando você despeja a cerveja filtrada do barril coletor
É como os barulhos dos cursos do Tigres e do Euphrates
Ninkasi, você é a única que despeja a cerveja filtrada do barril coletor
é como os barulhos dos cursos do Tigres e do Euphrates

Toda essa fabricação feminina das cervejas se prolongou ainda por muito tempo. Na Inglaterra o excedente que sobrava da fabricação de cerveja, era comercializado por elas e desta forma foram inventas as tabernas (um brinde a isso!).  Toda esta bajulação às mulheres e as cervejas não pára por aqui, ainda podemos citar a importantíssima contribuição da médica, cientista e abadessa Santa Hildegard von Bingen (1098-1179) que relatou em um livro as propriedades e a importância da adição do hoje indispensável ingrediente: lúpulo (um brinde a isso também!).  Há registros que no final do século XVIII que o predomínio feminino na fabricação da cerveja chegaria ao fim devido ao começo da fabricação do produto em larga escala.

Mulheres e sua importância como fabricantes e degustadoras

Mulheres e sua importância como fabricantes e degustadoras

Após longo período de predominância no mercado cervejeiro pelos homens, as mulheres reconquistaram o seu importante papel durante a Primeira Grande Guerra, onde tinham que suprir os soldados nas frentes de batalha e a partir do século XX como profissionais cervejeiras e como consumidoras exigentes.

É inquestionável a importância da mulher desde a descoberta da cerveja e acho sim que cada vez as mulheres estão aprendendo a degustar uma boa cerveja.  Um brinde as mulheres que largaram mão do “normal” e tiveram coragem de apreciar intermináveis novas sensações de amoras, paladares e tudo mais que uma cerveja tem a agregar.

Graças a vocês, posso dizer: hoje Tem Cerveja!

Fonte: Ninkasi, a deusa suméria da Cerveja