B.B. King - Eterno!

Música e cerveja, a combinação perfeita (parte 7)

Acho que demorei um pouco para poder escrever sobre esta combinação de música e cerveja, talvez porque precisava mesmo de um tempo para ver a magnitude da perda musical para o mundo ou pela árdua tarefa de selecionar apenas uma, duas ou três músicas deste lendário, rei, único, incomparável músico que nos deixou no dia 14 de maio de 2015. B.B. King ou Riley Ben King ou até mesmo Blues Boy King (origem do apelido B.B. King).

Há uma verdade na história de B.B. King, ele tocou sempre com uma paixão extrema, teve amor pela sua guitarra como nunca antes visto por ninguém e com certeza, este legado nunca será superado. Claro que não posso deixar escapar a oportunidade de falar de Lucile (sua guitarra), sua grande parceira, que o levou ao topo do mundo com sua sonoridade e foi retribuída sempre com todo o amor que um homem pode dar a um instrumento (sim, este homem amou mais do que qualquer coisa a sua guitarra). Um homem que pedia licença à sua guitarra para poder tocá-la. Simplesmente incrível.

A história de chamar as suas guitarras de Lucile, se resume ao ano de 1949, no estado de Arkansas nos Estados Unidos. Era comum na época para aquecer, ascender um barril com querosene no meio do local onde a banda tocava. Em certo momento iniciou-se uma briga entre dois homens e derrubaram o barril, espalhando o fogo por todo o local. Ao encontrar-se do lado de fora, a salvo, King percebeu que havia deixado a sua Gibson acústica de trinta dólares dentro do local e não pensou duas vezes, foi lá buscar a sua querida guitarra. Duas pessoas faleceram no incêndio (os dois homens que iniciaram a briga). No dia seguinte King ficou sabendo que o motivo para a briga dos dois homens foi uma mulher chamada Lucile e desta forma ele decidiu chamar todas as suas guitarras de Lucile para “se lembrar de nunca brigar por uma mulher e nunca mais entrar em um bar em chamas.”

“Somente uma nota”, é um resumo deste guitarrista que não se importava em dizer que não gostava de fazer acordes, o estilo dele era simplesmente fazer um solo com a alma, cantar com o coração e fazer da música a forma de se expressar, e fez tudo isso genialmente. Quem assiste um show dele percebe tudo isto que estou dizendo apenas olhando para ele, claro que para um músico deste nível existem vários shows inesquecíveis mas não posso deixar de citar um em que o guitarrista troca a corda do seu instrumento sem parar a música, sem perder a postura.

Realmente posso ficar falando por parágrafos e parágrafos sobre este músico que nos deixou, não queria estar escrevendo utilizando o nome dele no passado, mas acredito que onde esteja, estará fazendo música da forma apaixonante que ele fez por aqui.

Rogue American Amber Ale

Rogue American Amber Ale

Ah sim, devo falar sobre cerveja também hehe! Então, para harmonizar com o blues que teve a sua origem nos Estados Unidos, nada melhor do que uma American Ambar Ale e a escolhida foi uma cerveja americana, a Rogue American Ambar Ale possui coloração acobreada que recebe generosa dose de lúpulo e tem final aveludado. O amargor é marcante. Com certeza uma combinação que vale a pena conferir, uma ótima cerveja e um som melhor ainda, não há como não dar certo.

Nossa singela homenagem e claro um brinde ao som do rei, do mestre e eterno B.B.King, afinal Tem Cerveja!

Pedro Schneider
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